Remo 2026: Qualidade sobre Quantidade para o Leão Rugir
Com um meio-campo de "Série A" e um ataque experiente, o Leão Azul inicia uma "limpa" profunda para ganhar fôlego financeiro e intensidade tática.
Glauber Bertagna
Colunista Olheiro Certo
O Clube do Remo entra em 2026 com um diagnóstico de coragem: o elenco é tecnicamente robusto nos titulares, mas perigosamente inchado e caro em suas opções de suplência. Com uma folha salarial onerada por jogadores veteranos que já não entregam o vigor físico necessário, é necessário "limpar o terreno" para garantir competitividade.
A saída de nomes como Patrick, Zé Welison e Cantillo não é apenas uma economia; é um grito de liberdade para que o clube pare de gastar com o passado e foque na intensidade. O desafio? Fortalecer a retaguarda e garantir que o setor ofensivo tenha peças de desequilíbrio jovem para apoiar o talento de Yago Pikachu e o faro de gol de Alef Manga.
O Raio-X das Posições: Onde Mora o Perigo?
🧤 Goleiros: A Hora da Titularidade de Elite
Cenário: O titular tem sido Marcelo Rangel (37), mas o setor conta com Ivan (28), goleiro de alto nível e valor de mercado (€ 1.30 mi.).
Movimentação: Manutenção do setor, mas com a necessidade tática de Ivan assumir a titularidade definitiva para oferecer maior agilidade e envergadura ao gol remista.
🛡️ Zaga: O Fim da Redundância
Movimentação: Saída de William Klaus (32) e Cristian Tassano (29).
Cenário: A zaga estava superpovoada por jogadores de perfil similar. Com a permanência do jovem Kayky Almeida (20) e do experiente Marllon (33), o setor ganha clareza, mas perde profundidade.
Urgência: O Remo precisará contratar um zagueiro "nível titular" de 23 a 26 anos, com boa velocidade de recuperação para proteger as subidas dos laterais.
🏃 Laterais: Equilíbrio e Ofensividade
Movimentação: Manutenção dos titulares João Lucas e Braian Cufré.
Análise: É um dos pontos fortes do time. João Lucas (€ 1.50 mi.) é o motor pela direita. Com a saída de excedentes em outros setores, o clube garante a sustentabilidade de dois alas que são fundamentais para o esquema ofensivo.
⚙️ Meio-Campo: A Grande "Limpa" de Veteranos
Movimentação: Saída de Panagiotis Tachtsidis, Zé Welison, Víctor Cantillo, Patrick e Giovanni Pavani.
Análise: Esta é a mudança mais radical. O Remo remove cinco jogadores experientes e de altos salários que ocupavam o mesmo espaço tático.
Resultado: O setor passa a orbitar exclusivamente em torno de Patrick de Paula (26), Leonel Picco (27) e Zé Ricardo (27). É um meio-campo jovem, forte e tecnicamente superior, que agora ganha pulmões novos com a saída dos reservas lentos.
🚀 Ataque: Oxigenação e Busca pelo Drible
Movimentação: Saída de Nicolás Ferreira, Jáderson e Rafael Monti.
Análise: O ataque era quantitativo, mas faltava explosão no banco. A saída desse trio abre espaço para Diego Hernández (25) e Marrony (27) serem as alternativas reais.
Necessidade: Com Pikachu (33) e Alef Manga (31) liderando, o Remo carece de um Ponta Direita jovem e agressivo, com drible curto, para ser o fator de desequilíbrio no segundo tempo.
Conclusão: O Caminho para 2026
Para voltar a ser o soberano do Norte e competitivo nacionalmente, o Remo precisa se livrar dos reservas caros ou sem poder de explosão e apostar em um grupo mais enxuto e "faminto".
Prioridades de Mercado:
1. Zagueiro de Velocidade: Um defensor jovem (23-26 anos) para formar dupla com Marllon ou Kayky.
2. Ponta Direita de Drible: Um jogador incisivo para disputar posição e dar variação de velocidade ao lado de Pikachu e Manga.