Radar do Condá: Hierarquia e Poder de Fogo para 2026
Melhorando um elenco que precisa de reforços.
Glauber Bertagna
Colunista Olheiro Certo
Para deixar de apenas oscilar e passar a dominar na Arena Condá, a Chapecoense precisa de coragem para desapegar. Analisamos as movimentações necessárias para transformar o elenco alviverde em uma força física, resiliente e, acima de tudo, eficiente para 2026.
A Chape entra no ano sob uma diretriz clara: eficiência técnica. O objetivo é reduzir o inchaço do elenco, eliminando nomes que já cumpriram seu ciclo, e focar em reforços pontuais que tragam a "casca" necessária para competições de alto nível. É hora de converter o alívio na folha salarial em liderança defensiva e presença de área.
🔄 O Cenário da Janela: A "Barca" Necessária
Identificamos nomes que hoje pesam no orçamento ou que já atingiram o teto técnico dentro do clube. A saída deles é o combustível financeiro para o salto de qualidade:
Setor Defensivo: A venda estratégica de Mancha (25) é a chave do mercado; sem espaço no time titular, ele é o ativo ideal para gerar caixa. Na zaga, o encerramento de ciclos de veteranos abre caminho para uma nova liderança.
O Meio-Campo: A urgência é remover o excesso de "composição de grupo". As saídas de Higor Meritão (31), Vinicius Balieiro (26) e João Vitor (27) são fundamentais para desinflar o setor e focar nos pilares técnicos como Carvalheira e Camilo.
O Ataque: O setor mais afetado. As saídas de Perotti (28) e Neto Pessoa (31) marcam o fim de uma era de irregularidade. O clube precisa de um "9" que sustente o peso da camisa e entregue os gols que a torcida exige.
🕵️ Painel de Scouting: O Mapa de Sondagens para 2026
A Chapecoense deve buscar nomes que unam vigor físico e experiência em cenários de pressão. Aqui estão os alvos prioritários:🛡️ 1. Zagueiro de Hierarquia (O Novo Xerife)
Ricardo Graça (28 anos - Livre): A oportunidade de mercado definitiva. Canhoto, técnico e experiente; chegaria para organizar a cozinha e qualificar a saída de bola ao lado de Victor Caetano.
Facundo Garcés (26 anos - Alavés): O perfil "raiz". Um capitão nato que impõe respeito físico e domina o jogo aéreo. Traria a agressividade defensiva argentina para o Oeste catarinense.
Renan (23 anos - Shabab Al-Ahli): Juventude com bagagem internacional. Zagueiro de alta velocidade de recuperação e agressividade, ideal para um time que deseja jogar com linhas mais altas.
🎯 2. O Novo "9" (Referência e Poder de Área)
Gustagol (31 anos - Livre): O mestre do jogo aéreo. Após sair do futebol chinês, seria a arma letal para aproveitar os cruzamentos de Walter Clar e Jean Carlos. É o "tanque" que falta para decidir jogos truncados.
Felipe Vizeu (28 anos - Sport. Cristal): Força física e proteção de bola. Conhece bem o futebol do sul e traria a presença de área necessária para disputar posição com Bolasie e sustentar o ataque.
Gabriel Poveda (27 anos - Primavera): Oportunismo e mobilidade. Um finalizador nato que conhece os atalhos do gol no Brasil e daria a profundidade que o ataque da Chape carece hoje.
📊 Conclusão do Olheiro
A Chapecoense de 2026 tem a chance de reencontrar sua identidade se focar na hierarquia. A saída dos nomes que já não entregam o retorno esperado não é apenas uma limpeza, é o que viabiliza a chegada de jogadores do calibre de Ricardo Graça e Gustagol. Com uma defesa protegida por um xerife de verdade e um ataque que volte a ter um "homem-gol" de ofício, o Índio Condá tem tudo para voltar a ser o protagonista que sua história exige.